Hélène Bertin (França, 1989) afirma ter uma “abordagem deliberadamente bastardizada” como artista e pesquisadora. Ela vive em Cucuron (Vaucluse) e desenvolve sua prática forjando conexões e se engajando em aventuras de trabalho com pessoas apaixonadas, sempre ativando a noção de alteridade. Rejeitando qualquer leitura disciplinar, ela aborda o gesto e o material como estratégias para convergir práticas. Em suas exposições, esse entrelaçamento de diferentes tipologias e posturas de objetos cria uma narrativa coletiva. Em seus livros, ela se concentra em personalidades marginais para transmitir histórias paralelas. Para Hélène Bertin, a relação sensível entre viver e trabalhar se desenrola na cooperação entre os “domínios” de cada indivíduo. Foi seu encontro com a prática do artista Valentine Schlegel que forjou essa visão da arte – a quem ela dedicou um livro biomonográfico em 2017, renovando radicalmente o olhar sobre esse artista.