tininha llanos

14 a 24 de março de 2026
Tininha Llanos (1978, Cristina – MG) vive e trabalha na Serra da Capivara, Piauí, Brasil. É artista visual formada pela UFBA, curadora e gestora cultural. Também atua como guia de turismo (IFPI) e condutora de visitantes credenciada pelo ICMBio no Parque Nacional Serra da Capivara.
É fundadora e diretora da Residência Artística CAPIVARA, iniciativa criada a partir do desejo de desdobrar, no território da Caatinga, uma longa pesquisa de mestrado dedicada às relações entre arte, paisagem e ancestralidade.
Trabalhou durante 12 anos em políticas públicas e programas do Ministério da Cultura, iniciando na equipe de Cultura Digital na gestão de Gilberto Gil, onde adquiriu ampla experiência em gestão cultural, produção, elaboração e análise de projetos.
Como artista visual, integra há 25 anos o coletivo baiano GIA – Grupo de Interferência Ambiental. Desenvolve também projetos autorais que investigam as relações entre comunidade, território e memória, propondo visões contracoloniais sobre natureza e ecologia. Sua prática envolve processos de co-criação com elementos da paisagem, resultando em cartografias poéticas, bandeiras, mapas, cadernos de artista e instalações artesanais.
March 14 – 24, 2026
Tininha Llanos (b. 1978, Cristina – MG, BR) lives and works in Serra da Capivara, Piauí, Brazil. She is a visual artist with a degree from UFBA, a curator, and a cultural manager. She also works as a tour guide (IFPI) and a visitor guide accredited by ICMBio in the Serra da Capivara National Park.
She is the founder and director of the CAPIVARA Artistic Residency, an initiative created from the desire to unfold, in the Caatinga territory, a long master’s research dedicated to the relationships between art, landscape, and ancestry.
She worked for 12 years in public policies and programs of the Ministry of Culture, starting in the Digital Culture team during Gilberto Gil’s administration, where she acquired extensive experience in cultural management, production, development, and analysis of projects.
As a visual artist, she has been a member of the Bahian collective GIA – Grupo de Interferência Ambiental for 25 years. She also develops original projects that investigate the relationships between community, territory, and memory, proposing counter-colonial views on nature and ecology. Her practice involves co-creation processes with elements of the landscape, resulting in poetic cartographies, flags, maps, artist’s notebooks, and handcrafted installations.
A investigação que venho fazer na residência Mirante Xique-xique propõe um diálogo sensível entre corpo humano e matéria geológica, conectando as paisagens da Serra da Capivara e de Igatu. Como artista me coloco como mediadora entre tempos, o tempo profundo das rochas e o tempo efêmero do corpo.
ROCHA (nome provisório) é um trabalho que me convoca à me conectar com os seres não humanos. Talvez eu possa me interessar por investigar conceitos e ideias relacionados aos seres abióticos, como afirma Ailton Krenak as rochas são os mais antigos ancestrais do planeta, pois estão aqui há pelo menos 2 bilhões de anos.
Venho investigar a relação vital que a rocha elabora em mim, na cidade de Igatu mesmo que em apenas 10 dias, pretendo me conectar e conectar as rochas da Serra da Capivara. A Rocha é uma associação de minerais que, por diferentes motivos geológicos, acabam ficando intimamente unidos. Embora coesa e, muitas vezes, dura , a rocha não é homogênea. Ela não tem continuidade física de um mineral e, portanto, pode ser subdividida em todos os seus minerais constituintes, a rocha é todo mineral que forma a crosta terrestre, exceto a água e o gelo.
A vida na Terra depende de três elementos naturais: a hidrosfera, a atmosfera e a litosfera, ou seja a biosfera. Portanto é difícil imaginar que a vida seja possível sem asrochas. A rocha mantém uma relação multifacetada com os seres humanos, permeando quase todos os aspectos da nossa existência, desde as necessidades básicas até o desenvolvimento tecnológico e cultural.
Por meio de coletas, gestos, escutas e registros, a pesquisa para a elaboração de uma obra investiga as pedras como arquivos vivos, portadoras de memória, linguagem e presença. O “diálogo” não se dá pela fala literal, mas por aproximações: toque, silêncio, repetição e tradução sensorial.